A mulher por trás da marca nasceu no Canadá em 1878 sob o nome de Florence Nightingale Graham. Antes de entrar para o mundo dos negócios, ela estudou enfermagem — uma experiência que despertou seu interesse pela ciência voltada ao tratamento e à cicatrização da pele.
Em 1908, decidida a mudar de vida, ela se mudou para Nova York. Após trabalhar brevemente em um salão e em uma indústria farmacêutica, Florence decidiu abrir seu próprio negócio em 1910, na luxuosa Quinta Avenida. Para batizar o novo empreendimento, adotou o pseudônimo de Elizabeth Arden (uma junção do nome de uma ex-sócia com o poema "Enoch Arden", de Alfred Tennyson).
Para se destacar no agitado comércio de Nova York, Elizabeth pintou a porta de seu salão com um tom vibrante de vermelho. Nascia ali o lendário Red Door Salon. O local oferecia tratamentos faciais inovadores e acabou se tornando o primeiro spa nos moldes modernos do mundo. O sucesso foi tamanho que a "porta vermelha" virou o grande símbolo visual da marca e batizou, anos mais tarde, um de seus perfumes mais famosos.
Elizabeth Arden defendia que a beleza não deveria ser uma máscara de disfarce, mas sim uma "união inteligente entre a natureza e a ciência". Além disso, ela acreditava profundamente no empoderamento feminino.
Em 1912, ela marchou ao lado de milhares de sufragistas em Nova York reivindicando o direito ao voto das mulheres. Como símbolo de independência, solidariedade e audácia, Elizabeth distribuiu batons vermelhos para as manifestantes. Até então, a maquiagem carregada era malvista e associada apenas a atrizes e mulheres de "vida fácil". A atitude ajudou a democratizar o uso do produto e a transformá-lo em um estandarte de força feminina